Dom Pedro II: biografia e as fases da vida do imperador
Dom Pedro II foi o segundo e último imperador do Brasil, lembrado por seu incentivo à educação, à ciência e à modernização do país durante um dos períodos mais longos da história brasileira.
Introdução
Dom Pedro II foi o segundo e último imperador do Brasil. Nascido no Rio de Janeiro, herdou o trono ainda criança e começou a governar aos 14 anos. Durante o Segundo Reinado, participou das disputas entre liberais e conservadores, acompanhou a expansão da economia cafeeira e comandou o Estado brasileiro durante a Guerra do Paraguai. Seu governo manteve a escravidão durante quase toda a sua duração e terminou com a deposição da monarquia, em 1889.
Fora das atividades de governo, o imperador dedicava parte de sua rotina à leitura e ao estudo de idiomas. Também se interessava por fotografia e mantinha contato com pesquisadores. Sua trajetória reuniu a formação de um menino preparado para ocupar o trono, a experiência de quase cinco décadas no exercício do poder e os últimos anos de vida na Europa.
Nascimento e primeiros anos de vida (1825–1831)
Pedro de Alcântara nasceu em 2 de dezembro de 1825, no Paço de São Cristóvão, na Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro. Era filho de Dom Pedro I e da imperatriz Maria Leopoldina, arquiduquesa da Áustria. Como seus dois irmãos mais velhos do sexo masculino haviam morrido antes de seu nascimento, tornou-se o herdeiro do trono brasileiro.
O príncipe perdeu a mãe em dezembro de 1826, quando tinha apenas um ano. Cresceu na residência imperial, sob os cuidados de funcionários da corte e de pessoas encarregadas de sua criação. Mariana Carlota de Verna, sua aia, acompanhou sua infância e conservou uma relação de afeto com ele ao longo da vida.
Em 7 de abril de 1831, seu pai abdicou do trono brasileiro e partiu para a Europa. Pedro tinha cinco anos e permaneceu no Brasil com suas irmãs. Com a abdicação, tornou-se imperador, mas a Constituição exigia que completasse 18 anos para exercer o governo. Até lá, regentes deveriam administrar o país em seu nome.
Infância sob tutela e preparação para o trono (1831–1840)
Dom Pedro I havia escolhido José Bonifácio de Andrada e Silva como tutor de seus filhos que permaneceram no Brasil. Depois de seu afastamento, em 1833, Manuel Inácio de Andrade Souto Maior Pinto Coelho, futuro marquês de Itanhaém, assumiu a função. Os responsáveis por sua formação organizaram uma rotina de estudos e acompanharam sua preparação para as obrigações da monarquia.
Pedro estudava línguas e História, além de receber aulas de ciências e formação religiosa. Aprendia regras de convivência da corte e participava de cerimônias públicas. Os professores e tutores cobravam disciplina de um menino que também precisava cumprir compromissos ligados à sua condição de imperador.
Seu pai morreu em Portugal, em 1834. Enquanto Pedro crescia no ambiente do palácio, os regentes enfrentavam disputas sobre a distribuição do poder entre o governo central e as províncias. Na década de 1830, rebeldes organizaram a Cabanagem no Pará e a Farroupilha no Rio Grande do Sul. Políticos favoráveis à antecipação de sua maioridade passaram a defender que o jovem monarca assumisse o governo para enfrentar a instabilidade.
Adolescência, maioridade antecipada e coroação (1840–1841)
Em 23 de julho de 1840, a Assembleia Geral declarou Dom Pedro II maior de idade, embora ele tivesse apenas 14 anos. A decisão, conhecida como Golpe da Maioridade, encerrou o Período Regencial e iniciou o Segundo Reinado. Os liberais conduziram a campanha e esperavam ocupar o ministério com a entrada do imperador no governo.
Pedro assumiu as atribuições previstas na Constituição de 1824. Além de participar do Executivo por meio de seus ministros, exercia o Poder Moderador. Entre suas competências estavam a escolha de senadores a partir de listas de candidatos eleitos e a dissolução da Câmara dos Deputados, acompanhada da convocação de novas eleições.
A coroação ocorreu em 18 de julho de 1841, na Capela Imperial, no Rio de Janeiro. Aos 15 anos, o monarca passou pela cerimônia de sagração e recebeu os símbolos da autoridade imperial. Nos primeiros anos, ainda dependia dos conselhos de integrantes da corte e de dirigentes com experiência nas disputas parlamentares.
Juventude, casamento e formação da família (1842–1850)
O jovem imperador enfrentou conflitos logo no início do governo. Em 1842, liberais de São Paulo e Minas Gerais se rebelaram contra o ministério conservador. As tropas do governo reprimiram os movimentos. A guerra no Rio Grande do Sul continuou até o acordo de 1845, e o governo imperial ainda enfrentaria a Revolução Praieira, iniciada em Pernambuco em 1848.
Na vida pessoal, Pedro se casou em 1843 com Teresa Cristina de Bourbon, princesa do Reino das Duas Sicílias. O casamento foi negociado entre as casas monárquicas e celebrado por procuração na Europa antes da chegada da princesa ao Brasil. O casal passou a viver na corte e dividiu a rotina entre compromissos públicos e a vida doméstica.
Pedro e Teresa Cristina tiveram quatro filhos. Afonso nasceu em 1845 e Isabel, em 1846. No ano seguinte, nasceu Leopoldina; em 1848, Pedro Afonso. Os dois meninos morreram na infância, deixando as duas filhas como descendentes sobreviventes do casal.
Com a morte do filho mais novo, em 1850, Isabel passou a ocupar a primeira posição na sucessão ao trono. O imperador acompanhou a educação das filhas, que receberam aulas particulares e formação voltada à vida na corte.
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| Dom Pedro II foi o segundo e último imperador do Brasil, governando de 1840 a 1889. |
Vida adulta e consolidação do governo (1850–1864)
Na década de 1850, Dom Pedro II já conduzia com maior autonomia suas relações com os ministros. Alternava gabinetes liberais e conservadores e acompanhava os debates do Parlamento. A partir de 1847, o presidente do Conselho de Ministros passou a coordenar o gabinete. Como o imperador podia escolher esse dirigente e dissolver a Câmara, sua intervenção pesava na organização do governo.
As eleições sofriam pressão de chefes locais e funcionários públicos, e as exigências de renda limitavam o voto. A maior parte da população permanecia afastada das decisões políticas. Grandes proprietários rurais ocupavam cargos e influenciavam a escolha dos representantes.
O café ampliou as receitas das exportações, enquanto empresários investiam em ferrovias e navegação a vapor. O governo aprovou a Lei Eusébio de Queirós, em 1850, para reprimir o tráfico transatlântico de africanos escravizados. Os proprietários continuaram a comprar pessoas no comércio interno e a explorar seu trabalho nas fazendas. Pedro governava um país cuja economia dependia dessa exploração.
O imperador também viajava pelas províncias, onde visitava escolas e repartições. Passava temporadas em Petrópolis, na serra fluminense, cidade cuja criação autorizara por decreto em 1843. O palácio construído ali serviu de residência de verão para a família imperial.
Maturidade e Guerra do Paraguai (1864–1870)
Na década de 1860, Pedro acompanhou a formação das famílias de suas filhas. Em 1864, Isabel se casou com Gastão de Orléans, o conde d’Eu, e Leopoldina, com Luís Augusto de Saxe-Coburgo-Gota. No mesmo ano, começou a Guerra do Paraguai, que ocuparia o governo brasileiro até o final da década.
Após os ataques paraguaios ao território brasileiro e o avanço das forças de Francisco Solano López sobre a Argentina, o Brasil firmou a Tríplice Aliança com argentinos e uruguaios. Em 1865, o imperador viajou ao Sul e acompanhou a campanha que terminou com a rendição das tropas paraguaias em Uruguaiana.
Pedro defendia a continuidade da guerra até a derrota do governo de López. O conflito provocou mortes em combate e por doenças, além de elevar os gastos do Império. No Paraguai, a população sofreu perdas humanas e a destruição de áreas produtivas.
Durante a guerra, em 1868, o imperador aceitou a saída do gabinete liberal de Zacarias de Góis e Vasconcelos e chamou os conservadores ao poder. A decisão ampliou as críticas ao uso do Poder Moderador. Ao final do conflito, os oficiais do Exército passaram a reivindicar maior reconhecimento e participação nos assuntos do Estado.
Viagens ao exterior e dedicação aos estudos (1871–1877)
Em 1871, Pedro perdeu a filha Leopoldina, que morreu em Viena. Naquele ano, realizou sua primeira viagem ao exterior desde que assumira o governo. Durante sua ausência, Isabel exerceu a regência. O imperador visitou países europeus e esteve no Egito, onde conheceu monumentos antigos e ampliou seu interesse por arqueologia.
Pedro mantinha o hábito de estudar mesmo durante os deslocamentos. Visitava instituições de ensino e conversava com pesquisadores. Lia em outros idiomas, fazia traduções e registrava observações em diários. No Brasil, apoiava o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e acompanhava o trabalho de instituições científicas.
Em outra viagem, iniciada em 1876, esteve nos Estados Unidos e visitou a Exposição do Centenário, na Filadélfia. Interessava-se pelas aplicações da ciência e por novas tecnologias. A fotografia já fazia parte de seus interesses havia décadas: contratava profissionais e reunia imagens produzidas no Brasil e no exterior.
Últimos anos de governo e abolição da escravidão (1878–1888)
Nos últimos anos do reinado, Pedro enfrentou o crescimento da campanha abolicionista. Pessoas escravizadas organizavam fugas e recorriam à Justiça para reivindicar a liberdade. Jornalistas e associações abolicionistas arrecadavam recursos e pressionavam o Parlamento pelo fim do cativeiro.
O imperador apoiava a emancipação gradual, mas os gabinetes negociavam com representantes dos proprietários. A Lei do Ventre Livre, aprovada em 1871 durante a regência de Isabel, declarou livres os filhos de mulheres escravizadas nascidos a partir de sua promulgação, embora permitisse aos senhores utilizar seu trabalho sob condições previstas na legislação. Em 1885, a Lei dos Sexagenários concedeu liberdade a pessoas escravizadas com 60 anos ou mais, também com restrições.
Com problemas de saúde, Pedro viajou à Europa em 1887 para tratamento. Isabel assumiu outra vez a regência e sancionou a Lei Áurea em 13 de maio de 1888, depois de sua aprovação pelo Parlamento. A lei extinguiu a escravidão no Brasil. Os libertos, porém, não receberam terras nem um programa de apoio que lhes garantisse condições de sustento.
Pedro retornou ao país naquele ano. A monarquia já enfrentava a oposição de grupos republicanos e o afastamento de oficiais do Exército. Parte dos proprietários escravistas também retirou seu apoio à Coroa após a abolição sem indenização.
Deposição e partida do Brasil (1889)
Em 15 de novembro de 1889, militares liderados pelo marechal Deodoro da Fonseca derrubaram o gabinete do visconde de Ouro Preto. Os republicanos organizaram um governo provisório e encerraram a monarquia. Pedro estava em Petrópolis quando recebeu as notícias e desceu ao Rio de Janeiro.
O imperador não organizou uma reação militar. O novo governo determinou que a família imperial deixasse o país, e Pedro embarcou para a Europa na madrugada de 17 de novembro, a bordo do navio Alagoas. Aos 63 anos, deixou o Brasil depois de exercer o governo durante 49 anos.
Teresa Cristina o acompanhou ao exílio, mas morreu na cidade do Porto, em Portugal, em 28 de dezembro. Em poucas semanas, Pedro perdeu o trono, deixou sua terra natal e ficou viúvo.
Exílio e morte na França (1890–1891)
Na Europa, Pedro viveu entre familiares e manteve contato com amigos. Continuou a ler e a escrever em seus diários, apesar do agravamento dos problemas de saúde. Passou seus últimos anos entre Portugal e França, sem retornar ao Brasil.
Dom Pedro II morreu em 5 de dezembro de 1891, no Hotel Bedford, em Paris, aos 66 anos, em decorrência de pneumonia. Após as cerimônias fúnebres na França, seu corpo foi levado a Portugal e sepultado no Panteão dos Braganças, em Lisboa.
Os restos mortais de Pedro e Teresa Cristina chegaram ao Brasil em 1921, depois da revogação do banimento da família imperial. Em 1939, foram transferidos para a Catedral de São Pedro de Alcântara, em Petrópolis.
Curiosidades:
• Os diários de Dom Pedro II foram reunidos em 43 volumes, com registros escritos entre 1840 e 1891. O Museu Imperial preserva os documentos, que incluem observações sobre viagens e anotações de sua rotina.
• A coleção de fotografias do imperador recebeu o nome de Teresa Cristina Maria, em homenagem à esposa. Preservada pela Biblioteca Nacional, entrou no Registro Internacional do Programa Memória do Mundo da Unesco em 2003.
• O imperador tinha grande interesse pelo estudo de idiomas e dedicava várias horas à leitura e ao aprendizado de línguas. Conhecia francês, inglês, alemão, italiano, espanhol, latim e grego, entre outras. Também estudou hebraico, árabe e sânscrito. Um de seus interesses mais curiosos foi o estudo do tupi, língua indígena que procurou compreender por meio de gramáticas e textos. Dom Pedro II também realizou traduções de obras literárias, demonstrando que seus interesses intelectuais ultrapassavam as obrigações políticas.
• Em 1876, durante uma viagem aos Estados Unidos, Dom Pedro II participou da Exposição Universal da Filadélfia, onde conheceu uma invenção apresentada por Alexander Graham Bell, o telefone. Ao experimentar o aparelho e ouvir uma voz transmitida eletricamente, teria exclamado, surpreso, "Meu Deus, isto fala!". O imperador ficou tão interessado na novidade que incentivou sua introdução no Brasil. Em 1877, um dos primeiros aparelhos telefônicos do país foi instalado no Palácio de São Cristóvão, no Rio de Janeiro. O episódio demonstra seu interesse pelas inovações científicas e tecnológicas.
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| Infográfico com resumo sobre a vida de Dom Pedro II: os principais momentos de sua vida. |
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CRONOLOGIA: OS PRINCIPAIS FATOS DA VIDA DE DOM PEDRO II:
• 2 de dezembro de 1825 – Nascimento: Pedro de Alcântara nasce no Paço de São Cristóvão, no Rio de Janeiro. Era filho de Dom Pedro I e da imperatriz Maria Leopoldina.
• 11 de dezembro de 1826 – Morte da mãe: a imperatriz Maria Leopoldina falece quando Pedro tinha apenas um ano de idade. Sua educação passa a depender dos responsáveis por sua criação na corte.
• 7 de abril de 1831 – Torna-se imperador: com a abdicação de Dom Pedro I, Pedro II herda o trono brasileiro aos cinco anos. Como ainda era criança, o país passa a ser governado por regentes.
• 1831–1840 – Infância e educação imperial: recebe uma formação rigorosa, estudando idiomas, História, Geografia, Ciências, Literatura e outras disciplinas. José Bonifácio e, posteriormente, o marquês de Itanhaém exercem sua tutela.
• 23 de julho de 1840 – Golpe da Maioridade: aos 14 anos, é declarado maior de idade pela Assembleia Geral, permitindo sua ascensão antecipada ao governo e encerrando o Período Regencial.
• 18 de julho de 1841 – Coroação: é coroado imperador do Brasil, em uma cerimônia realizada no Rio de Janeiro, consolidando simbolicamente o início de seu governo pessoal.
• 1842 – Revoltas liberais: enfrenta rebeliões em São Paulo e Minas Gerais, organizadas por setores liberais contrários ao predomínio conservador no governo imperial.
• 1843 – Casamento com Teresa Cristina: casa-se com a princesa Teresa Cristina de Bourbon-Duas Sicílias. O casamento por procuração ocorreu em maio, e a cerimônia presencial foi realizada em setembro, no Rio de Janeiro.
• 1845 – Fim da Revolução Farroupilha: durante seu governo, é firmado o acordo que encerra a revolta iniciada em 1835 no Rio Grande do Sul, contribuindo para a estabilidade política do Império.
• 1845 – Nascimento do primeiro filho: nasce Dom Afonso Pedro, primeiro filho do casal imperial. O príncipe, considerado herdeiro do trono, morreria em 1847.
• 29 de julho de 1846 – Nascimento da princesa Isabel: nasce Isabel Cristina Leopoldina Augusta, que se tornaria herdeira do trono brasileiro após a morte de seus dois irmãos.
• 1848–1850 – Revolução Praieira: enfrenta uma importante rebelião liberal em Pernambuco, marcada por disputas políticas e reivindicações sociais.
• 1850 – Combate ao tráfico de escravizados: durante seu reinado, é aprovada a Lei Eusébio de Queirós, que proíbe o tráfico transatlântico de africanos escravizados para o Brasil.
• 1850 – Morte do segundo filho homem: falece o príncipe Pedro Afonso, com pouco mais de um ano de idade. Com a morte dos dois filhos homens, a princesa Isabel torna-se a principal herdeira do trono.
• 1851–1852 – Guerra contra Oribe e Rosas: o Brasil participa de conflitos na região do Rio da Prata, buscando defender seus interesses políticos e estratégicos.
• 1854 – Inauguração da primeira ferrovia brasileira: acompanha o desenvolvimento dos transportes ferroviários, iniciado com a Estrada de Ferro Mauá, inaugurada em 30 de abril, no Rio de Janeiro.
• 1864 – Casamento da princesa Isabel: sua filha e herdeira casa-se com Gastão de Orléans, o conde d`Eu, fortalecendo os vínculos dinásticos da família imperial.
• 1864 – Início da Guerra do Paraguai: o Império brasileiro entra em um conflito que se estenderia até 1870, envolvendo também Argentina e Uruguai contra o Paraguai.
• 1865 – Viagem à região da Guerra do Paraguai: Dom Pedro II desloca-se ao Rio Grande do Sul e acompanha a rendição das forças paraguaias em Uruguaiana.
• 1870 – Fim da Guerra do Paraguai: o conflito termina com a derrota paraguaia. A guerra provoca grandes perdas humanas e financeiras e contribui para o fortalecimento político do Exército brasileiro.
• 1871 – Primeira viagem à Europa: Dom Pedro II visita países europeus, conhece instituições culturais e científicas e estabelece contatos com intelectuais e personalidades da época.
• 28 de setembro de 1871 – Lei do Ventre Livre: durante sua ausência do Brasil, a princesa Isabel sanciona a lei que declara livres, sob condições legais, os filhos de mulheres escravizadas nascidos a partir daquela data.
• 1872–1875 – Questão Religiosa: enfrenta um conflito entre o governo imperial e setores da Igreja Católica, envolvendo a autoridade do Estado sobre assuntos eclesiásticos.
• 1876 – Viagem aos Estados Unidos: visita a Exposição Universal da Filadélfia e conhece invenções tecnológicas, incluindo o telefone de Alexander Graham Bell.
• 1876–1877 – Viagens pela Europa e pelo Oriente Médio: percorre diferentes países, visita monumentos históricos e demonstra interesse por arqueologia, línguas e culturas antigas, incluindo o Egito.
• 1885 – Lei dos Sexagenários: durante seu reinado, é aprovada a legislação que concede liberdade, mediante condições e restrições, aos escravizados com 60 anos ou mais.
• 1887–1888 – Última viagem ao exterior como imperador: viaja à Europa para tratar de problemas de saúde. Durante sua ausência, a princesa Isabel exerce novamente a regência do Império.
• 13 de maio de 1888 – Abolição da escravidão: a princesa Isabel sanciona a Lei Áurea, que extingue legalmente a escravidão no Brasil. Dom Pedro II encontrava-se na Europa quando a lei foi assinada.
• 15 a 17 de novembro de 1889 – Proclamação da República e exílio: um movimento militar derruba a monarquia brasileira em 15 de novembro. Dois dias depois, Dom Pedro II e sua família deixam o Brasil, seguindo para o exílio na Europa.
• 5 de dezembro de 1891 – Morte de Dom Pedro II: falece em Paris, na França, aos 66 anos, em decorrência de uma pneumonia. Seu corpo é sepultado inicialmente em Lisboa. Em 1921, seus restos mortais chegam ao Brasil e, posteriormente, são depositados na Catedral de São Pedro de Alcântara, em Petrópolis.
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Por Jefferson Evandro Machado Ramos (professor e historiador graduado em História pela FFLCH-USP).
Publicado em 06/11/2026
Fontes:
CARVALHO, José Murilo de. D. Pedro II: ser ou não ser. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.
SCHWARCZ, Lilia Moritz. As barbas do imperador: D. Pedro II, um monarca nos trópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.
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