Revolta dos 18 do Forte de Copacabana: o que foi, causas e objetivos
A Revolta dos 18 do Forte foi uma insurreição tenentista de 1922 contra o governo oligárquico, marcada pela resistência de poucos soldados no Rio de Janeiro.
O que foi
A Revolta dos 18 do Forte de Copacabana foi um movimento militar tenentista ocorrido na cidade do Rio de Janeiro, então capital do Brasil, nos dias 5 e 6 de julho de 1922. Considerada a primeira grande revolta do tenentismo durante a República Velha (1889-1930), teve como principais características a oposição ao domínio político das oligarquias, as críticas às fraudes eleitorais e a insatisfação de setores do Exército com o governo federal.
O movimento ficou conhecido como Revolta dos 18 do Forte porque, em seu episódio mais marcante, um pequeno grupo de militares, acompanhado por um civil, marchou pela praia de Copacabana para enfrentar as tropas governistas. Embora tradicionalmente se mencione a participação de 17 militares e um civil na marcha final, existem divergências históricas sobre o número exato de participantes.
Principais causas do movimento
- Domínio das oligarquias: descontentamento dos tenentes com a concentração do poder político nas mãos das elites agrárias, principalmente de São Paulo e Minas Gerais, que exerciam grande influência sobre o governo federal.
- Eleições presidenciais de 1922: derrota do candidato oposicionista Nilo Peçanha, apoiado pela Reação Republicana e por setores militares, para Artur Bernardes, candidato ligado às oligarquias dominantes.
- Fraudes eleitorais: insatisfação dos tenentistas com as práticas eleitorais da República Velha, marcadas pelo voto aberto, pela pressão dos coronéis, pela compra de votos e pela manipulação dos resultados.
- Prisão do marechal Hermes da Fonseca: o ex-presidente da República e presidente do Clube Militar foi preso por determinação do governo de Epitácio Pessoa, após criticar a interferência federal na disputa política em Pernambuco, em 1922.
- Fechamento do Clube Militar: a decisão do governo federal de suspender as atividades da instituição, em julho de 1922, aumentou a insatisfação de setores do Exército.
- Descontentamento com o governo federal: parte dos militares considerava que o governo de Epitácio Pessoa não respeitava adequadamente a autonomia e os interesses institucionais das Forças Armadas.
Objetivos principais:
- Combater o domínio político das oligarquias que controlavam o governo brasileiro durante a República Velha.
- Impedir a posse de Artur Bernardes, eleito presidente da República em março de 1922.
- Defender mudanças no sistema político e eleitoral brasileiro, combatendo fraudes e práticas de corrupção.
- Ampliar a influência política dos militares, especialmente dos oficiais de baixa e média patente.
- Promover uma reorganização do regime republicano, com maior moralização da administração pública e fortalecimento das instituições nacionais.
Embora defendessem reformas políticas, os tenentistas não apresentavam um projeto democrático plenamente definido. Muitos acreditavam que uma intervenção militar seria necessária para modificar o sistema político brasileiro.
Como ocorreu a Revolta dos 18 do Forte de Copacabana?
O movimento começou na madrugada de 5 de julho de 1922, quando militares contrários ao governo de Epitácio Pessoa iniciaram uma rebelião no Rio de Janeiro. Embora a conspiração envolvesse diferentes unidades militares, a maioria das tropas permaneceu fiel ao governo federal. Houve levantes em locais como a Escola Militar do Realengo, a Vila Militar e o Forte de Copacabana, mas as forças governistas conseguiram controlar rapidamente grande parte dos focos de resistência.
No Forte de Copacabana, os militares rebeldes resistiram às ordens de rendição e utilizaram os canhões da fortificação contra posições governistas. Em resposta, o governo federal determinou o bombardeio do forte, utilizando forças militares para combater os revoltosos.
Em 6 de julho, diante da superioridade das tropas governistas e da impossibilidade de continuar a resistência, a maior parte dos militares que permaneciam no forte decidiu se render. Entretanto, um pequeno grupo, liderado por oficiais como Antônio de Siqueira Campos e Eduardo Gomes, resolveu abandonar a fortificação e continuar o confronto.
Armados com fuzis e revólveres, os rebeldes marcharam pela Avenida Atlântica, na praia de Copacabana. Durante o percurso, receberam a adesão do civil Otávio Correia, que decidiu acompanhar os militares.
O grupo enfrentou as tropas governistas nas proximidades do atual Posto 3 da praia de Copacabana. O confronto foi intenso e provocou mortos e feridos entre os participantes da marcha. Entre os mortos estavam os tenentes Mário Carpenter e Newton Prado, este último falecido posteriormente em consequência dos ferimentos, além do civil Otávio Correia.
Os tenentes Siqueira Campos e Eduardo Gomes sobreviveram gravemente feridos. Outros participantes também sobreviveram, conforme registros históricos posteriores. Apesar da derrota militar, o episódio ganhou grande repercussão nacional e tornou-se um dos principais símbolos do movimento tenentista.
Principais líderes e participantes da revolta
- Antônio de Siqueira Campos: tenente do Exército que participou da resistência no Forte de Copacabana e da marcha final. Sobreviveu ao confronto e continuou envolvido no movimento tenentista nos anos seguintes.
- Eduardo Gomes: tenente que participou da marcha pela praia de Copacabana. Ficou gravemente ferido durante o combate e, posteriormente, tornou-se uma importante liderança militar e política brasileira.
- Euclides Hermes da Fonseca: capitão do Exército e comandante do Forte de Copacabana durante a revolta. Era filho do marechal Hermes da Fonseca e participou da organização da resistência militar.
- Newton Prado: tenente que participou do confronto contra as tropas governistas. Foi gravemente ferido e morreu em consequência dos ferimentos.
- Mário Carpenter: tenente que participou da marcha e morreu durante o confronto com as forças governistas.
- Otávio Correia: civil que se juntou aos militares durante a marcha pela praia de Copacabana e morreu no combate.
Principais consequências:
- Derrota dos revoltosos: o governo federal conseguiu reprimir o movimento e manter o controle político e militar do país.
- Mortes e prisões: o confronto provocou a morte de participantes da revolta, enquanto outros militares foram presos ou sofreram punições.
- Fortalecimento do tenentismo: apesar da derrota, a revolta estimulou a organização de novos movimentos militares contrários ao sistema político da República Velha.
- Ampliação das críticas às oligarquias: o episódio contribuiu para aumentar a visibilidade das insatisfações políticas e militares existentes no Brasil.
- Impacto simbólico: a marcha dos revoltosos pela praia de Copacabana tornou-se um símbolo de resistência militar ao governo federal.
- Surgimento de novas lideranças: alguns participantes, como Eduardo Gomes e Siqueira Campos, ganharam projeção política e militar nos anos seguintes.
O legado da Revolta dos 18 do Forte de Copacabana
Embora não tenha conseguido atingir seus objetivos imediatos, a Revolta dos 18 do Forte de Copacabana representou um marco na contestação ao domínio das oligarquias durante a República Velha. O episódio demonstrou que setores do Exército estavam dispostos a utilizar a força militar para promover mudanças na organização política brasileira.
A revolta também influenciou outros movimentos tenentistas, como a Revolta Paulista de 1924 e a Coluna Prestes (1925-1927). Essas manifestações contribuíram para aprofundar a crise política da Primeira República, que chegaria ao fim com a Revolução de 1930.
Do ponto de vista histórico, o movimento revelou as contradições do tenentismo. Seus participantes criticavam as fraudes eleitorais, a corrupção e o domínio oligárquico, mas defendiam uma transformação política conduzida principalmente pelos militares, sem ampla participação popular. Dessa forma, a revolta deve ser compreendida tanto como uma manifestação de oposição ao sistema político vigente quanto como expressão da crescente intervenção das Forças Armadas na vida política brasileira.
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| Revolta dos 18 do Forte de Copacabana: essa foto registra os 18 soldados marchando pela orla de Copacabana, em formação, rumo ao confronto final contra as tropas governistas, simbolizando coragem e resistência. |
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RESUMO
O que foi
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A Revolta dos 18 do Forte de Copacabana foi um movimento político-militar ocorrido nos dias 5 e 6 de julho de 1922, na cidade do Rio de Janeiro, então capital do Brasil.
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Foi a primeira grande revolta do movimento tenentista, durante a República Velha (1889–1930).
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Os militares revoltosos se posicionaram contra o governo de Epitácio Pessoa e a eleição de Artur Bernardes para a Presidência da República.
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O movimento ficou conhecido pela resistência de um pequeno grupo de militares e um civil contra as tropas governamentais.
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Apesar do nome, o número exato de participantes da marcha final é discutido pelos historiadores.
Contexto histórico
República Velha (1889–1930)
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Período caracterizado pelo predomínio político das oligarquias agrárias.
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São Paulo e Minas Gerais exerciam grande influência sobre a política nacional.
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O coronelismo e as fraudes eleitorais contribuíam para a manutenção do poder das elites.
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Setores militares e grupos políticos de oposição demonstravam crescente insatisfação com o sistema republicano.
Governo de Epitácio Pessoa (1919–1922)
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O governo enfrentou tensões políticas e conflitos com integrantes das Forças Armadas.
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A nomeação de um civil, Pandiá Calógeras, para o Ministério da Guerra provocou descontentamento entre setores militares.
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A prisão do marechal Hermes da Fonseca e o fechamento do Clube Militar, em julho de 1922, intensificaram a crise.
Eleições presidenciais de 1922
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Artur Bernardes, candidato apoiado pelas forças políticas dominantes, venceu a eleição.
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Nilo Peçanha, candidato da oposição, recebeu apoio de diferentes grupos políticos e militares.
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A oposição questionou o resultado eleitoral.
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Cartas falsas atribuídas a Artur Bernardes, contendo ofensas aos militares, agravaram as tensões políticas.
Principais causas da revolta:
Insatisfação política
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Contestação ao domínio das oligarquias estaduais sobre o governo federal.
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Críticas às fraudes eleitorais e às práticas políticas da República Velha.
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Descontentamento com a vitória de Artur Bernardes nas eleições presidenciais.
Conflitos entre militares e governo
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Insatisfação dos jovens oficiais com a atuação do governo federal.
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Reação à prisão do marechal Hermes da Fonseca, ex-presidente da República.
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Protestos contra o fechamento do Clube Militar.
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Crescente oposição de setores do Exército à administração de Epitácio Pessoa.
Objetivos dos revoltosos
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Derrubar o governo de Epitácio Pessoa.
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Impedir a posse do presidente eleito Artur Bernardes.
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Combater a influência das oligarquias na política nacional.
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Promover mudanças no sistema político e eleitoral brasileiro.
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Defender uma maior participação dos militares na reorganização política do país.
Como ocorreu a Revolta dos 18 do Forte
Início do movimento (5 de julho de 1922)
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A revolta começou na madrugada de 5 de julho de 1922.
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Militares se rebelaram em diferentes instalações do Exército no Rio de Janeiro.
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O Forte de Copacabana tornou-se um dos principais centros de resistência.
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Os revoltosos utilizaram os canhões do forte para atingir instalações militares.
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As tropas fiéis ao governo reagiram rapidamente, controlando outros focos da rebelião.
Cerco ao Forte de Copacabana
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As forças governamentais cercaram e bombardearam o forte.
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Os militares rebeldes ficaram isolados, sem receber os reforços esperados.
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Muitos soldados abandonaram a resistência diante da superioridade das tropas legalistas.
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O capitão Euclides Hermes da Fonseca, um dos líderes do movimento, foi preso ao deixar o forte para negociar.
A marcha dos 18 do Forte (6 de julho de 1922)
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Um pequeno grupo de revoltosos decidiu abandonar o forte e enfrentar as tropas governamentais.
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Os militares caminharam pela Avenida Atlântica, em Copacabana.
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O civil Otávio Correia juntou-se aos revoltosos durante a marcha.
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O grupo enfrentou forças militares numericamente superiores.
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O confronto terminou com a derrota dos rebeldes e a morte de vários participantes.
Consequências da revolta:
Derrota militar
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O movimento foi reprimido pelas forças fiéis ao governo federal.
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Vários participantes morreram ou ficaram feridos.
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Outros militares envolvidos foram presos ou sofreram punições.
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O governo conseguiu manter o controle político e militar do país.
Fortalecimento do tenentismo
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A revolta tornou-se um marco inicial do movimento tenentista.
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O episódio estimulou novas articulações entre jovens oficiais contrários à ordem política vigente.
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Em 1924, ocorreu uma nova revolta tenentista em São Paulo.
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O tenentismo também esteve relacionado à formação da Coluna Miguel Costa-Prestes, que percorreu o interior brasileiro entre 1925 e 1927.
Repercussões políticas
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O governo de Epitácio Pessoa decretou estado de sítio após a revolta.
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Artur Bernardes tomou posse em novembro de 1922, apesar das manifestações contrárias.
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O governo Bernardes (1922–1926) enfrentou novas rebeliões militares e manteve o estado de sítio durante grande parte de seu mandato.
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Os conflitos contribuíram para o desgaste político da República Velha.
Importância histórica
Marco do movimento tenentista
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A revolta demonstrou a insatisfação de parte dos jovens oficiais com o sistema político brasileiro.
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Revelou a existência de conflitos entre setores militares e as oligarquias dominantes.
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Tornou-se referência para outros movimentos militares da década de 1920.
Crise da República Velha
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O episódio evidenciou as dificuldades do sistema político oligárquico em administrar as disputas pelo poder.
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A derrota dos revoltosos não eliminou as críticas ao governo federal.
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O tenentismo participou do processo de enfraquecimento da Primeira República, encerrada com a Revolução de 1930.
Conclusão
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A Revolta dos 18 do Forte de Copacabana foi militarmente derrotada, mas adquiriu importância simbólica na história política brasileira.
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O movimento revelou o descontentamento de setores das Forças Armadas com o predomínio oligárquico e com as práticas políticas da República Velha.
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Embora os revoltosos não apresentassem um programa político unificado de transformação social, suas ações contribuíram para ampliar a contestação ao regime.
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A resistência dos participantes tornou-se um dos símbolos do tenentismo, movimento que desempenhou papel relevante nas crises políticas da década de 1920 e nos acontecimentos que levaram ao fim da República Velha, em 1930.
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Atualizado em 09/10/2026
Por Jefferson Evandro Machado Ramos
Graduado em História pela Universidade de São Paulo - USP (1994).
Fontes de pesquisa utilizadas na elaboração do artigo:
NAPOLITANO, Marcos. História do Brasil República – da queda da Monarquia ao fim do Estado Novo. São Paulo: Contexto, 2016.
CARONE, Edgard. A Primeira República (1889-1930): texto e contexto. São Paulo: Difel, 1969.
Bibliografia indicada sobre o tema:
BORGES, Vavy Pacheco. Tenentismo e Revolução Brasileira. São Paulo: Brasiliense, 2007.
Veja também
- República Velha: o que foi, características, governos e resumo
- Revolta da Armada: o que foi, contexto histórico, causas e consequências
- Revolução de 1930: o que foi, contexto, causas e consequências
- Tenentismo: o que foi, características, exemplos de movimentos e legado
- Exercícios sobre o Tenentismo - com gabarito - 9º ano e Ensino Médio
